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Pensamento do dia:

Grandes almas sempre encontraram forte oposição de mentes medí­ocres.

Albert Einstein

Um novo mundo está sendo construído… você sabia?

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Tenho uma profunda convicção na crença de que o povo gnóstico, de todos os tempos e latitudes, teve por característica uma nova construção de relações (consigo, com Deus, com a sociedade e com o mundo). Isso é o que mais distingue uma cultura como gnóstica (pelo menos na minha opinião, embora admita que esse não é o senso comum sobre o assunto).

As relações nessas culturas gnósticas são construídas baseadas na observação do fluxo da natureza, buscando reproduzir tais características para estabelecer a mesma harmonia no convívio social e no trabalho de transformação interior. Ou seja, não são relações artificiais, baseadas em “achismos” ou dogmas seculares, mas sim baseando-se no que está bem diante dos nossos olhos. Como esse não é o ritmo no qual caminha normalmente a humanidade, inevitavelmente os movimentos gnósticos acabam por se tornar revolucionários, pois pretendem romper com a estrutura vigente.

Samael Aun Weor foi um espelho dessa visão revolucionária e transformadora. Porém os movimentos “gnósticos” que se seguiram na cristalização e difusão de seus ensinamentos caíram no erro de transformar-se em mais um sistema, tão bem estruturado (engessado) que perdeu a adaptabilidade que parece ter sido o grande propósito de sua doutrina.

Samael mostrou a universalidade da gnosis, buscando evidenciar que existe uma síntese prática e que possuindo essa síntese, existe gnosis. O restante pertence à idiossincrasia de cada povo, de cada época, portanto, ainda hoje poderia manter essa mesma organicidade, tal como nas antigas culturas. E mais do que isso: ele mostrou que a gnosis é aquilo que brota espontaneamente quando desenvolvemos a sensibilidade e a percepção para aprender a escutar, a ler. Escutar o que silenciosamente se revela na alma; ler o que está escrito no livro da natureza e da vida. Tendo isso, a gnosis pode aflorar. Sem isso, no entanto, mesmo o conhecimento elaborado e sintetizado através de inúmeros livros não trará a experiência do real.

Infelizmente, muitos discípulos do gnosticismo samaeliano fundaram escolas que vão na contramão de tudo que o mestre ensinou. Criaram sistemas que tentam afastar o gnosticismo samaeliano dos demais conhecimentos do mundo (o oposto do que Samael fazia); impedem a livre iniciativa, dizendo aos estudantes o que devem ou não pensar e fazer (novamente, o oposto da forma como Samael ensinava e fazia). Muitas escolas gnósticas são o que Samael mais combatia em seus ensinamentos, apesar de ensinarem as suas palavras. Felizmente, nem todos os gnósticos pensam assim e nem todas as escolas reproduzem esse modelo.

É preciso que se compreenda o teor da mensagem de Samael e de todos os grandes mestres da humanidade que o precederam e que o sucederam. É preciso que se compreenda que sistemas limitantes e proibitivos jamais poderão expresssar a gnosis, porque privam a pessoa do principal elemento para o despertar, que é a construção do conhecimento a partir da própria experiência. Qualquer escola gnóstica que trabalhe dessa forma, é como Caifás, que usa a doutrina dos sábios para destruir os sábios e sua sabedoria. Como dizia o grande gnóstico William Blake: “Uma verdade dita com má intenção produz mais danos do que qualquer mentira que se possa inventar”.

Estamos vivendo um momento ímpar na construção do pensamento gnóstico. Nunca houveram tantas pessoas pensando e vivendo a gnosis. Porém não essa gnosis engessada em estruturas mortas, rigidamente institucionalizada; essa gnosis está morrendo, junto com os demais sistemas viciados da era de Peixes. O planeta já entrou na era de Aquário, mas o pensamento e os sistemas dominantes ainda pertencem à era de Peixes.

A era de Peixes foi a era em que se desenvolveu o pensamento linear, cartesiano. Foi a era do capitalismo. Foi a era das estruturas hierárquicas e das relações de dominação, de exploradores e de explorados. Foi a era da competitividade e do individualismo. A era de Aquário é a era em que deve emergir uma nova visão de mundo. O pensamento sistêmico pertence à era de Aquário, bem como o cooperativismo e o desenvolvimento de sistemas que valorizem o crescimento coletivo e sustentável. Na era de Aquário, teremos que aprender como produzir relações em que os dois lados se beneficiem, ao invés das velhas relações de exploração, tão bem conhecidas de todos nós. A questão das hierarquias e do poder terão que ser rediscutidas, pois a sociedade necessita da diversidade de papéis, portanto é absurdo que alguém seja mais valorizado pela profissão ou cargo que possui, já que sem os demais, ele vale muito pouco ou quase nada. A liberdade, em harmonia com o bem-estar coletivo, também é um ponto importantíssimo nessa revolução trazida por Aquário. Da mesma forma, o autoritarismo e a centralização do poder típicos da antiga era terão que ser substituídas por lideranças distribuidas por áreas de competência, segundo as afinidades e talentos individuais.

Os sistemas estão vivendo uma profunda crise, porque a forma como eles estão estruturados já não suprem as necessidades da sociedade, nem das pessoas. A política deve mudar, a educação deve mudar, o sistema de saúde precisa mudar. Os sistemas religiosos com seus dogmatismos seculares e suas liturgias importadas de algum canto do velho mundo também vão precisar mudar. E os grupos gnósticos? Pois é, também precisarão mudar, se quiserem sobreviver na era de Aquário. Muitos grupos acusam o fim dos tempos de ser o grande responsável pela falta de estudantes em seus cursos. Porém nas livrarias, os livros mais vendidos são de autoajuda. Ou seja, o fim dos tempos é o fim do que conhecemos hoje, com tudo que se sustenta nas velhas maneiras, nos velhos sistemas. Por isso é necessário tirar o foco do fim e pensar que ele é a abertura para algo novo que deve nascer.

Cada vez que eu olho a permacultura, percebo que eles tomaram a bandeira da era de Aquário na vertente certa e muitas vezes são mais gnósticos que os ditos gnósticos, mesmo sem terem lido nenhum livro de Samael. O respeito à vida e à diversidade é tema recorrente nesta nova (nem tão nova) ciência, arte, filosofia e espiritualidade que está tomando conta dos meios ecológicos e culturalmente evoluídos.

A permacultura resgata aquilo que nos torna integrados à vida, e permite reconstruir nossas raízes, portanto é um sistema aberto, adaptável a cada povo, a cada época. Nossa sociedade se artificializou de tal maneira que não possui mais identidade cultural, muito menos ideológica. As relações que se estabelecem no mundo são artificiais, pois são aparentes, são desprovidas de histórico e por consequência, de significado. Por exemplo (como aparece no vídeo abaixo), enquanto a relação do homem com a terra é uma relação de integração (de esforço e repouso, para um dia colher o fruto), a relação do homem com o alimento que ele compra no supermercado é totalmente diferente, artificial. Ele desconhece como o alimento foi produzido, desconhece sua origem; o alimento simplesmente é comprado pronto, ou seja, temos um recorte isolado dos fatos, sem histórico, sem sentido, sem ligação espiritual. 

Se ignoramos como o alimento chega à nossa mesa, então ele deixa de ser uma  dádiva da terra para tornar-se uma dádiva do dinheiro. Muito  provavelmente, 80% das pessoas deixariam de comer carne se vissem como os animais são abatidos. 90% deixaria de comer produtos industrializados se conhecesse o seu modo de produção e as condições a que são submetidas as pessoas que os produzem.

Ignoramos também para onde vai o nosso lixo e  fingimos que não sabemos desse problema, como crianças que fecham os  olhos e acham que se tornaram invisíveis aos demais, ou seja, “se eu não me interessar, o problema vai se resolver sozinho”. Ignoramos o que está  acontecendo no mundo para que tenhamos equipamentos de última tecnologia importados da China, a preços baratos. Construir relações com as coisas dessa forma destrói a espiritualidade (o significado profundo que damos) e com isso nos tornamos cada vez mais individualistas, egoístas e cegos, acreditando que se estamos bem é por nossos próprios esforços e capacidade.

Abaixo, para ampliar a questão de forma inspiradora, selecionamos um vídeo (em duas partes) sobre o que é permacultura e sobre as ecovilas, uma alternativa para uma nova espiritualidade, totalmente adaptável a qualquer forma religiosa, principalmente a espiritualidade gnóstica.

Comentários

  1. caro amigo voce toca em varios pontos que pode ser realmente o calcanhar de aquiles
    pricipalamnete no que desrrepitam as os grupos gnosticos.

    no entanto deve dizer que a gnosis verdadeira e algo bem particular esta gnose
    se encontra dentro de cada um e independente de istituição o auto conhecimento nos proporciona a liberdade de todos tipo de prisaõ.

    mas devemos conciderar que o proprio trabalho interno e feito com harmonia
    seja no mundo interno ou no mundo externo.nos devemos ser rebeldes mas com uma causa nobre e respeitar todos tipo de nivel de ser e de saber.

    isto funciona não somente dentro da gnose mas na propria criação.

    este e o grande desafio do inciado que deve viver toda as verdade no seu intimo
    sem que esta verdade interior destruia as bases de apoio que serve para muitos
    que depende das intituições para ser guiados.

    lembre que cristo disse quando foi traido e preso ele disse:“eu poderia destruir todos este exercito mas isto deve acontecer para que a verdade se cumpra”nao esta exatamente escrito assim mas o sentido e este.

    devemos compreender que o mundo apesar de não ser perfeito ele e necessario,a perfeição se deve buscar dentro de nos mesmo e esta perfeição se emcontra em nosso ser.

    vamos dizer que realmente dentro da organizações isntitualizadas não se encontre a verdade
    mas ali se iniciou-se as bases que serviu de apoio para que fosse guiados os primeiors passos de muitas pessoas.

    hoje as instituiçoes e o refelxos de seus estudantes e representante como todas instituiçaõ precisa de uma algo para se apoir elas se apoia nos encinamentos do mestres samael
    como uinica forma de se manter-se viva.

    concidero o conhecimento de samael uma oprtunidade de se explorar a nos mesmo eu vivi e vivo este conhecimento e sei que e real não inporta o que diga por ai,ao memso tempo sei que muitos gnsoticos estão presos a este conhecimento e nao saõ capzes de se libertar por que
    estes não são capzes de produzir seu propro pão ou conhecimento.

    naõ há revoluão dentro de nunhama intituiçao as intituiçoes sempre vai lutar para manter-se exatamente como sempre foi este e seu papel.

    tem um ditado que diz:o trabalho interno e feito para derrubar o mundo.

    eu digo “tudo esta ai vença se for capaz’nada le sera impedido mas colhera segundo suas ações.

    se um dia olhar para sua propria motanha e dizer “ eu venci o mundo”veras que tudo são apenas palavras e conjucturas que nos leva sempre as mesma questões.

    e por incrivel que possa pareser cada pessoas cumpre com um papel dentro da gnose de samael ela pode nem ter consciencia de seu papel mas no final ela esta ali por algum motivo

    eu já encontrei pessoas na gnose que seu papel era exatemente fazer com que as pessoas naõ despertace a cosnciencia e esta era responsavel por varios grupos estranho nê?.

    podemos dezer que tudo tem suas razão de existir mesmo que esta razão não seja uma razão nobre.

    o nosso papel como gnosticos e fazer um movimento da consicneia para que ela por si só faça que tudo se mova em direção da verdade e muitos que não se encaixe neste movimento sera colocado de lado pela a propria lei do movimento.

    como ja sabemos a gnose e movimento e todos que fique dependendo do sistema inerte baseados no passado sem querer a mudança inevitavelmente sera posto de lado.

    eu não acredito em um mundo perfeito mesmo que este mundo seja perfeito eu nao acretido em felicidade fora de nosso ser mesmo que esta pessoa se sinta feliz, eu nao ecretido que o homem possa mudar a historia deste planeta porque ela já esta escrita.

    eu não ecredito em bomdade para se obter a salvação eu confio na justiça que se cunpre segundo os preceitos da vida.

    eu nao acretido em um lugar especifico que possa trazer o homem a sua auto realização a não ser dentro do proprio homem.

    a liberdade não consciete em ser melhor ou poder mais, ou fazer o que der na telha,a liberdade e a capacidade de ser livre em todos os lugares indepedente de onde se esteja.

    nousvate em 3 de abril de 2011 às 11:18 pm

  2. Ótimo post. Acho que poderia ter sido dividido em duas partes. A primeira vou deixar de opinar pra evitar discussões mais acaloradas rsrs

    Sobre permacultura, etc, realmente, existem aí todas estas linhas de pensamento, questionando profundamente nosso modelo cultural, e sobre os quais os gnósticos simplesmente não sabem de nada!!! É o desequilíbrio do ser e do SABER.

    Por outro lado, vejo aí, e incluo amigos meus, pessoas que estão aí estudando a questão da crítica civilizacional, crescimento indefinido, etc, que anseiam por uma mudança, que vêem que há algo profundamente errado em nossa sociedade, que lêem Daniel Quinn, John Zerzan, etc, etc, e que desconhecem a raiz de todo este ‘sistema caduco e degenerado’ (como dizia o mestre Samael) em que estamos: o ego.

    O perigo aí é se fanatizar pelo saber. E virar um sabichão materialista.

    Mas considero que existe aí muito material que poderíamos estudar, muita coisa em que se vê a rebeldia aquariana, o pensamento analítico que vê o todo, e que os gnósticos simplesmente não absorveram.

    Um abraço

    Rômulo em 13 de abril de 2011 às 10:45 pm

  3. Olá meu amigo! Estou de acordo com seu ponto vista e estou muito feliz de saber que existem pessoas como você que não se abatem pela mente dogmática de muitos que dirigem Instituições gnósticas! Concordo com um comentário acima que tudo tem razão de ser… No Drama que uma pessoa tem que viver para revolucionar sua consciência sempre deverão aparecer pessoas e eventos que servirão de escada para que nós possamos nos estabelecer em níveis superiores de consciência.São necessários para nosso desenvolvimento espiritual. Tenho plena certeza que todos aqueles que buscam o verdadeiro despertar de sua essência interior serão ajudados internamente para manter-se nesse propósito. O ódio é uma reação a um desejo insatisfeito e o Amor a força que transforma o Universo! Um abraço amigo e parabéns pelo site. Espero que ele incentive muitas pessoas a viver o Gnosticismo em sua essência como são a Castidade Científica, a morte do ego e o sacrifício desinteressado pela humanidade!

    Anônimo em 22 de abril de 2011 às 7:26 pm

  4. definitivamente a distorção faz parte da nossa raça. com uma certa experiência, e tendo vivenciado a distorção de ensinamentos, quanto frequentava uma casa espírita no passado, sentimos na pele, minha esposa e eu, da influência do bicho homem. por muitas vezes, fomos testemunhas de tentativa de impor limites no pensamento, impor idéias e opniões. hoje, agradeço, por ter tido contato com a gnose, com a liberdade que esta nos trás, e os ensinamentos de como realmente comungar com DEUS, e a natureza. um abraço a todos.

    Giovanni Targa em 28 de abril de 2011 às 10:47 am

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