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Pensamento do dia:

As pessoas dividem-se entre aquelas que poupam como se vivessem para sempre e aquelas que gastam como se fossem morrer amanhã.

Aristóteles

Olhar de capital

Arquivado em poesias | 713 visitas | Tags: ,

A pálida luz que timidamente se esgueira por entre edifícios

entranha-se no olhar das gentes que ali transitam

Seus olhos passam de coisa em coisa

sem olhar coisa alguma

apenas dedicados a evitar os rostos alheios que ali estão

E, isolados em seus mundos,

vivem a solidão comum das grandes cidades

tendo por companheiro apenas um walk-dead-man

que canta com euforia pra fazer esquecer

a triste realidade de um mundo repleto de estranhos

onde só a desconfiança preenche esse vazio com algum sentido…

Nessa conduta que torna as vitrines tão mais atraentes

só as crianças, em sua inocência, não se corrompem

e seguem sorrindo pra todos

indiferentes ao ranço dos que não querem ser perturbados.

Difícil mesmo é pensar

que por estas ruas passeava Mário Quintana

assombrado com as nuvens e os passarinhos.

 

 

Comentários

  1. Ao ler esse texto me deparo com a inocência e a sinceridade das crianças, seres que não se corrompem. Que quando gostam se entregam sem medo, sem ressentimento, sem pesar, sem esperar.

    Adorei!

    Jac Bagis em 1 de setembro de 2012 às 10:28 pm

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