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Pensamento do dia:

Não há nada como o sonho para criar o futuro. Utopia hoje, carne e osso amanhã.

Victor Hugo

Quem é o mais poderoso?

Arquivado em Contos | 1.964 visitas | Tags: , , ,

Certa vez, um quebrador de pedras na Índia estava muito insatisfeito com a vida que levava. Queria ser mais poderoso e chamar a atenção de todos por sua posição social. Pensando nisso, adormeceu e sonhou que passeava por uma rua estreita e nela avistou a casa de um rico mercador, repleta de objetos valiosos e cercado de pessoas influentes.

Sentiu então um grande desejo por ter aquela vida e, quando percebeu, tinha se tornado um grande mercador, muito rico e influente. Enquanto desfrutava dos confortos de sua nova vida, pensava que agora tinha atingido a posição mais influente na vida.

Enquanto seus pensamentos o distraíam, percebeu um rei passando em uma liteira ricamente adornada, carregado por escravos e escoltado por muitos homens armados. Aquilo o entristeceu, pois havia percebido que não era o homem mais poderoso do mundo. E da mesma forma que antes, quando se deu por conta, havia se tornado o próprio rei, deixando pra trás sua vida “miserável” de mercador.

Sentiu que todos os homens na Terra o admiravam e temiam, sentiu que seu poder era agora ilimitado. Mas pouco a pouco, enquanto era carregado na liteira, naquele calor sufocante da Índia, parecia que algo ainda estava faltando. “Sou o mais poderoso dos homens”, pensou, “mas não sou nada comparado ao próprio sol, que castiga a todos, ricos ou pobres. Ele sim é poderoso e eu quero me tornar o sol.”

Em seu sonho, tudo que desejava acontecia instantaneamente e assim sucedeu. De lá, do alto, emanava seus raios ígneos a todas as partes do planeta em grande demonstração de poder. Parecia que agora havia alcançado o topo, pois todos se curvavam diante de seu esplendor. Mas sua fúria era tamanha que rapidamente fez evaporar as águas dos oceanos, formando uma grande nuvem negra, que cobriu todo o planeta, protegendo-o dos raios solares.

Sentiu então que agora havia encontrado aquele que realmente controla a vida e rapidamente tornou-se as nuvens. Porém logo notou que perdera completamente a mobilidade, como se não pudesse mais controlar seus próprios movimentos e então descobriu que mais forte ainda são os ventos, que carregam as nuvens para onde querem. E… tornou os ventos.

Seguiu feliz arrastando nuvens, árvores e pessoas em um furioso vendaval que devastava impiedosamente todas as coisas. E foi aí que descobriu alguém que parecia incólume diante de sua força, como se nem percebesse sua presença: a montanha.

Tomado de grande fúria, quis tornar-se a montanha para permanecer para sempre inabalável, inalterável, pois nem o sol, nem as nuvens nem os ventos poderiam acabar com seu equilíbrio. E ao tornar-se a montanha, quis repousar eternamente de suas contínuas mutações. Mas subitamente, percebe que algo o incomoda. Quem poderia ser mais que a própria montanha? E aterrorizado percebe, martelando em sua base, um simples quebrador de pedras…

 

Adaptação: Roger Alves

Fonte: conto popular hindu.

 

 

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