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O centro intelectual

Arquivado em Comportamento | 3.385 visitas | Tags: , ,

No estudo da máquina humana, primeiro vamos analisar o centro intelectual, que processa o pensamento, a lógica e o raciocínio. Seus mecanismos são mais lentos que nos demais centros, para que possam mais facilmente ser percebidos e trabalhados pela consciência. Não devemos confundir o intelecto com o cérebro e nem com a mente:

  • O cérebro é o receptor das energias produzidas pela parte psíquica; ao receber tais energias, as transmite para o corpo físico por meio do sistema nervoso;
  • a mente é o veículo da parte psíquica, consciente e inconsciente. Tudo que se expressa na parte humana passa antes pela mente e nela toma forma e origina reações;
  • o centro intelectual é o “equipamento” que transforma as experiências em conceitos, construindo um entendimento do mundo à nossa volta e de nós mesmos.

Principais funções do centro intelectual

Estabelecer associações psicológicas, para criar conceitos

O centro intelectual trabalha sempre de forma comparativa. Reconhecemos o alto como alto porque comparamos com algo mais baixo; sabemos que uma árvore é uma árvore porque comparamos aquela coisa com tudo que já conhecemos e vemos que se assemelha muito com o que nos disseram que se chama “árvore”.

Esse mecanismo é chamado de tese-antítese-síntese, ou seja, para entender algo, necessitamos comparar com outras coisas e classificá-las. Sem isso jamais poderíamos aprofundar o entendimento de nada, pois não teríamos suporte conceitual para estabelecer associações mais profundas.

Agora podemos entender por que os novos conhecimentos são tão difíceis, ao passo que as coisas que já estamos habituados são tão óbvias. Tudo depende da quantidade de associações psicológicas que já fizemos ao redor de cada um destes conhecimentos. Cada associação psicológica gera uma sinapse neural que agrega solidez ao entendimento e permite a recuperação daquele conhecimento de forma mais espontânea.

No entanto, quando ficamos excessivamente presos a uma associação psicológica específica e não conseguimos enxergar além dela, isso dá origem a muitos problemas (psicológicos, biológicos e sociais). O racismo, o preconceito, os dogmas, os pensamentos obsessivos são exemplos dessas associações psicológicas “cegas”.

Simplificar as experiências através de rótulos

As associações psicológicas são em muitos casos processos complexos, que podem exigir a análise de muitos fatores para então produzir um entendimento. Para definir se um livro é grosso, basta lembrar dos outros livros que já vimos e logo vamos poder chegar a uma conclusão, se aquele é grosso ou não. Mas em outras situações, a análise envolve muitas variáveis. Por exemplo, para analisar se é uma boa idéia aceitar uma proposta para um novo emprego, a pessoa pode chegar a ponderar dias ou semanas, considerando todos os fatores que envolvem a questão. Por fim, quando ela chega a uma conclusão, o que ela faz na verdade é encaixotar mentalmente todos esses argumentos (os prós e contras) e colocar uma etiqueta em cima que diz o resultado final. Como isso é um processo trabalhoso, a partir do momento em que já temos um resultado, costumamos utilizar apenas a etiqueta, ou o rótulo que é a decisão final. Desencaixotar todos os argumentos novamente nos parece muito cansativo e dificilmente faremos isso, a não ser que novos argumentos surjam e sejam muito relevantes.

Este é um mecanismo de economia de energia e de tempo e é muito interessante. O problema é que estamos acostumados a fazer isso com tudo e assim nos tornamos pessoas superficiais, pois o processo de reflexão que antecede a criação do rótulo é que nos torna mais conscientes. Pessoas que nunca reveem seus conceitos se tornam superficiais e incoerentes.

Construir uma interpretação das nossas percepções

O que percebemos através dos sentidos vai formando os elementos para as análises e reflexões e a partir dessas experiências podemos abstrair e deduzir princípios mais gerais, que permitirão o entendimento de outros fenômenos que não podem ser experimentados diretamente. Por exemplo, para entender o funcionamento de um órgão, foi necessário muita análise do funcionamento do organismo de muitas pessoas e em diversos contextos. Foi utilizando esse tipo de lógica que surgiram as ciências, como a física, a química, a matemática, a medicina, etc.

Essa abstração é o grande diferencial da espécie humana, pois nos permite tomar decisões baseadas não apenas no que está acontecendo no momento, mas também no que queremos a longo prazo. Essa abstração, no entanto, pode utilizar percepções distorcidas da realidade e gerar por consequência interpretações distorcidas, que são a origem dos traumas, fobias e complexos.

Dar aplicação prática a um conceito, utilizando a lógica

Da mesma forma que o centro intelectual nos permite partir de algo específico para entender o todo (relação de um para muitos), também é possível utilizar a regra geral para solucionar problemas específicos (relação de muitos para um). Por exemplo, ao perceber que a porta é mais fácil de ser movimentada se empurramos do lado próximo da fechadura ao invés de empurrarmos do lado mais próximo da dobradiça, deduzimos que, para aplicar menos força sobre um parafuso, podemos usar uma chave de fenda maior. Ou, em outra situação, nos damos conta que gostamos que nos expliquem as coisas com paciência e a partir disso, aplicamos a mesma estratégia para conseguir ensinar algo.

As múltiplas inteligências do centro intelectual

Por muito tempo as capacidades ligadas à lógica foram consideradas o quesito principal para definir se uma pessoa é inteligente ou não. Atualmente esse é um conceito absolutamente ultrapassado. No entanto, não podemos negar que existem inteligências que atuam sobre essas características.

A inteligência analític0-matemática é a capacidade de operar conceitos abstratos objetivos, como números ou estruturas lógicas e utiliza amplamente os recursos do centro intelectual. Nessa inteligência existe uma preponderância do hemisfério esquerdo do cérebro.

A inteligência linguística também usa o centro intelectual, embora trabalhe com outras estruturas cognitivas, pois utiliza o potencial criativo para associar as percepções a palavras e conceitos que possam ser entendidos pelos demais. Nessa inteligência existe uma preponderância do hemisfério direito do cérebro.

As inteligências nunca são compartimentos isolados, mas capacidades que interagem. Da mesma forma que um programador transforma uma idéia em um algoritmo (que não deixa de ser uma linguagem específica), um linguista utiliza estruturas lógicas (sintaxes) para comunicar-se em outros idiomas.

Existem outras inteligências que utilizam amplamente os recursos do centro intelectual. A inteligência espacial é a interação entre os recursos do centro motor com o centro intelectual; a inteligência musical é a interação dos recursos emocionais com o centro intelectual, etc.

A memória intelectual

Cada centro possui um tipo de memória. A memória intelectual se constrói acima de tudo pelo armazenamento de conceitos (de rótulos), que como já estudamos, são a simplificação tendenciosa das experiências. Por isso, quando lembramos de alguém com quem brigamos, temos a tendência de lembrar mais os seus defeitos que as suas virtudes. Porém quando sentimos saudade de alguém, temos a tendência de só lembrar as virtudes daquela pessoa.

Na construção dos conceitos, é comum utilizarmos falsas premissas, ou seja, suposições que damos como certas (mas que não são verdadeiras) e em cima delas montamos o restante do raciocínio. Para ilustrar, vou contar uma história muito interessante que li algum tempo atrás.

Numa ocasião, uma mulher sentou-se em um banco da rodoviária, à espera de seu ônibus. Ela havia comprado um pacote de bolachas para comer enquanto esperava. Ao seu lado estava o pacote de bolachas e no banco seguinte, um homem. A moça estava distraída, quando de repente ela percebe o rapaz colocar a mão no pacote e tirar uma bolacha. Ela achou aquilo muito irritante, mas preferiu fingir que nada tinha acontecido e também colocou a mão no pacote e tirou uma bolacha. E de novo, o homem tirou outra bolacha do pacote. Apesar de extremamente irritada, ela fingia que estava tudo bem e assim eles seguiram comendo do mesmo pacote, até que ela tirou a penúltima bolacha e pensou: “Esse homem não vai ser tão abusado a ponto de pegar a última bolacha!” Imaginem qual foi a surpresa dela ao ver que o rapaz levou a mão no pacote, e partiu a última bolacha ao meio, deixando metade para ela… Muito irritada, ela pegou a outra metade, disse algumas verdades para ele e mudou-se de lugar. Depois, já dentro do ônibus, ao abrir sua bolsa, se deu conta que o seu pacote de bolacha estava lá, intacto e ela tinha comido metade do pacote de bolachas daquele rapaz…

É óbvio que muitos conceitos que formamos são baseados em uma visão distorcida, em falsas premissas e por consequência, o conceito é equivocado, como nessa história.

Como desenvolver o intelecto de forma consciente

Muitos estudantes gnósticos supõe erroneamente que o intelecto não deve ser desenvolvido. Se tornam, como dizia Samael Aun Weor, “santos estúpidos”. O grande mestre gnóstico enfatizava que deve existir equilíbrio entre o ser e o saber e nisso está a grande chave do despertar.

Para desenvolver um centro intelectual que sirva para a nossa consciência, aqui vão algumas dicas importantes:

Aprender a refletir e aprender a usar a lógica

A reflexão é a desconstrução de todas os falsos conceitos que formulamos ao longo da vida. A lógica é saber refletir baseado no bom senso.

Aprender a ter concentração

Quando não temos concentração no que estamos fazendo vamos desperdiçando nosso potencial. Aprender a estar no que se está fazendo e não ficar discursando mentalmente enquanto faz cada coisa. Nós temos o hábito de colocar palavras e transformar as percepções em discursos internos. Nossa percepção ficará mais lúcida se eliminarmos esse hábito.

Formar uma boa cultura

Ler bons livros, estudar o que gosta de estudar, ter amigos com quem refletir sobre a vida, isso é muito edificante para o centro intelectual. Um gnóstico autêntico se reconhece por sua conduta, por sua cultura e por sua tranquilidade.

Inspiração

A inspiração é um alimento para a consciência e produz uma energia de excelente qualidade que nutre todos os centros. Um belo pôr-do-sol, um bom filme ou uma boa música pode servir para esse propósito.

Meditação

A meditação diária equilibra e restabelece a vitalidade de todos os centros.

 

Comentários

  1. muito bom texto.

    gostaria de acrecentar algo sobre a inspiração já que um canal princiapal destas emoções superiores e o coração.

    a linguagem do coração nem sempre e compreendida pelo os centro intelectual.

    a formalidade intelctual não conceguem compreender o despreendimentos do coração quando se trata de vivenciar as verdade.

    o ser se expressa por vias do coração nutrindo todos os outros centro que esteja aptos a concebr tais inpulsos.

    todo iniciado que esteja tomado por os inpulsos da inpirações ultrapassa a logica do raciocinio.

    dpendendo o inpulsos se sente as inspirações do ser se tem grande dificuldade de consiliar a razão e as emoções normalamente e visto no mundo como desequilibrios psicologico.

    a algum tempo atras quando eu participava do forum gnsosisonline senti um grande impulso de inspiração que se transformou em ação

    esta ação final não foi trabalhada por um centro da razão ou centro pensante,tendo ai uma desorede fora da lógica.

    desta forma as pessoas ali não comprenderamo que relamente estava acontecendo com migo.e nem que eu estava fazendo.

    no entanto eu tinha conscieêcia que estava recebendo um grande influxo de energia e não quis barrala para ser transmitida ao povo.

    porque?

    porque esta energia e natural que recebendo diretos dos mundos superiores tem uma força de mover tudo.
    se expressada no exato momento que se sente ela cria novas cituações e mexe com todas emoções de quem esta proximo

    cada pessoa agira comforme seu estado intimo agindo ou reagindo.

    em fim alem da lógica existe racional existe a razão de todas ações, e nem sempre as pessoa estarão solta para conceber algo alem da formalidade mental.

    e com isto elas ficam presas sem saber o que fazer quando algo se manifesta assim sem sentido.

    muitas vez a verdade ão faz sentido algum.

    nousvate em 22 de março de 2011 às 11:51 am

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